quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Aprenda a comprar um telescópio - VIDEO

(Climatempo/Agrosoft) Você adora olhar as estrelas, a lua, os planetas e sonha em comprar um telescópio, mas não sabe nem por onde começar? O Clima no Céu entrevistou o professor e astrônomo Marcos Calil que dá as dicas e orientações para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado. Confira e bons céus, como diz o Calil!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Como escolher seu Telescopio e Montagem - VIDEO

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

15 anos do observatório de Raios-X Chandra


(UOL) Imagem obtida em 1999 e divulgada pela Nasa (agência espacial americana) mostra o aglomerado de galáxias Hydra A, localizado a 840 milhões de anos-luz da Terra. O Observatório de Raios-X Chandra, que comemora 15 anos, chegou ao espaço a bordo do ônibus espacial Columbia e foi implantando em 23 de julho de 1999. Desde então, o Chandra ajudou a revolucionar a nossa compreensão do universo por meio de sua visão de raio-X.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Polônia junta-se ao Observatório Europeu do Sul


(ESO) A Professora Lena Kolarska-Bobińska, Ministra polonesa da Ciência e Ensino Superior, assinou um acordo que levará o país a juntar-se ao Observatório Europeu do Sul (ESO) - o observatório terrestre mais produtivo do mundo. O ESO aguarda com expectativa a conclusão da adesão da Polônia como Estado Membro, o que acontecerá assim que for ratificado o acordo agora assinado.

O acordo de acesso da Polônia ao ESO foi assinado hoje em Varsóvia, Polônia, pela Ministra Kolarska-Bobińska e pelo Diretor Geral do ESO, Tim de Zeeuw, na presença de altos dignatários tanto da Polônia como do ESO. Uma vez que este acordo se refere à adesão a um tratado internacional, deverá ser submetido ao parlamento polonês para ratificação [1]. A assinatura do acordo veio no seguimento da sua aprovação unânime por parte do Conselho do ESO durante uma reunião extraordinária no dia 8 de outubro de 2014.

“Estamos muito entusiasmados por a nossa adesão ao ESO estar quase concluída”, disse a Ministra Kolarska-Bobińska. “Esta adesão abrir-nos-á muitas oportunidades futuras e fará avançar a indústria, ciência e tecnologia polonesas. Será o início de uma parceria fantástica na astronomia europeia e estreitará igualmente os nossos laços com o Chile, com quem estamos já a cooperar intensivamente, por exemplo, na indústria de mineração - outra área onde as condições naturais do Chile são fenomenais”.

A ligação entre o ESO e a Polônia estende-se muito para além das suas respetivas comunidades astronômicas. Por exemplo, o evento mais recente do Dia da Indústria do ESO teve lugar em Varsóvia em Janeiro de 2013. Este evento permitiu ao ESO informar a indústria polonesa sobre as atuais infraestruturas do ESO e os seus planos futuros, incluindo a construção do European Extremely Large Telescope (E-ELT).

“Aguardamos com expectativa a entrada da Polônia na nossa Organização”, disse o Diretor Geral do ESO Tim de Zeeuw. “A Polônia trará para o ESO uma comunidade astronômica forte, o que consequentemente fortalecerá a experiência e competências profissionais dos Estados Membros. A Polônia terá acesso a alguns dos melhores telescópios e observatórios do mundo, incluindo o Very Large Telescope no Paranal, o ALMA no Chajnantor e, nas próximas décadas, o European Extremely Large Telescope no Armazones, o qual constituirá um gigantesco passo em frente. A Polônia participará também na construção do E-ELT”.

A Polônia, país de Nicolau Copérnico, o astrônomo que propôs que era o Sol, e não a Terra, que se encontrava no centro do Sistema Solar, tem uma longa tradição em astronomia que se estende até ao presente. “Os astrônomos poloneses têm contribuído enormemente para a pesquisa astronômica nos últimos anos. Agora com a adesão ao ESO, este fato irá ainda destacar-se mais”, disse a Ministra Kolarska-Bobińska.

Notas
[1] Após a ratificação da adesão da Polônia ao ESO, os Estados Membros do ESO serão: Áustria, Bélgica, Brasil (aguarda ratificação), República Checa, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Fapesp investe US$ 40 milhões para garantir uso de telescópio a brasileiros

GMT, o maior telescópio dos últimos tempos, será instalado nos Andes chilenos


(Estado de Minas) Quando crianças, sempre tivemos aquela curiosidade intrínseca ao espaço sideral. Que atire a primeira rocha lunar quem nunca sonhou na vida ser um astronauta e vagar pelo infinito. Posto isso, o imaginário do ser humano, desde a Grécia Antiga, sempre nos levou a estudar e a tentar desvendar os mistérios do universo (ou multiverso, para alguns cosmólogos e teóricos quânticos). A nossa inquietude nos levou a desbravar o céu e também a observá-lo, mesmo que de longe. Para tal, gigantescos apetrechos foram construídos, a fim de podermos vislumbrar melhor a vastidão além do alcance do olho nu. Um desses é o Giant Magellan Telescope (GMT), que será utilizado – em parceria com outras 10 instituições internacionais – por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). O instrumento está sendo construído nos Estados Unidos, mas será devidamente instalado nos Andes chilenos.

Para a participação no projeto, membros da comunidade científica da universidade apresentaram a proposta à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em outubro de 2011. Depois de parecer favorável por parte do conjunto internacional, formado por universidades da Austrália, Estados Unidos e Coreia do Sul, a instituição pública fez um investimento de 40 milhões de dólares, com o intuito de garantir 4% de uso do GMT. “Nosso tempo será usado pelos pesquisadores de qualquer instituição do estado de São Paulo e os projetos serão avaliados por uma comissão técnica de alto nível, seguindo as melhores práticas internacionais. A decisão da Fapesp de financiar nossa participação no GMT se reveste da maior importância para garantir a excelência na pesquisa para a próxima geração de cientistas”, comenta João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP.

O fatiar dos investimentos e do tempo de uso se dá graças à magnitude do projeto. Vale destacar que, atualmente, os maiores telescópios ópticos têm espelho de oito metros de diâmetro e o GMT terá um espelho de 25 metros, segmentado em sete círculos de 8,4 metros de diâmetro cada. Por isso, para se ter o megatelescópio em pleno funcionamento há de se gastar bastante e o orçamento total fica na casa de 1 bilhão de dólares. Muito dinheiro se traduz num projeto revolucionário. “O GMT terá uma área coletora de luz quase 100 vezes maior do que o telescópio espacial Hubble e uma nitidez 10 vezes melhor quando operado no infravermelho. A capacidade de atuar com óptica adaptativa fará deste um telescópio revolucionário”, destaca Steiner. Um aparato dessa magnitude servirá para atender à demanda cada vez maior nas pesquisas relacionadas ao bigue-bangue, a exoplanetas e à energia escura. Quanto à construção, o Giant Magellan Telescope está dentro do cronograma, dividido em três etapas.

Atuação brasileira
O GMT começará a operar em 2021 e os pesquisadores creem que os primeiros frutos serão colhidos entre 2029 e 2030. Por causa desse longo gap para a obtenção de resultados, foi crucial a entrada com antecedência dos pesquisadores brasileiros no projeto. “Se quisermos continuar a ser players internacionais nessa área, temos que tomar as decisões críticas agora”, afirma o professor. Atualmente, o Brasil é consorte em dois projetos similares. “O país já é sócio de dois consórcios internacionais muito importantes. O Gemini consiste em dois telescópios com espelhos de oito metros, um localizado no Havaí e outro nos Andes chilenos, e temos 6,5% do tempo de ambos. O segundo é o Soar, localizado ao lado do Gemini Sul, com espelho de quatro metros e do qual temos 34%”, ressalta Steiner.

Os consórcios Gemini e Soar foram financiados tanto pelo Ministério da Ciência e Tecnologia quanto pela Fapesp. O processo operacional está a cargo do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), com sede em Itajubá, na Região Sul de Minas Gerais. O LNA também gerencia o Observatório do Pico dos Dias, entre Brazópolis e Piranguaçu, e a 1.864 metros de altitude.

A evolução
Para atender às infindáveis e cada vez mais aprofundadas pesquisas, a tecnologia tem de se aperfeiçoar constantemente. Os megatelescópios consistem num advento que servirá para atender às novas exigências. Além do GMT, estão em construção, no momento, o Telescópio de Trinta Metros (TMT), que terá espelho de 30 metros de diâmetro, e o dantesco European Extremely Large Telescope (E-ELT) com suntuoso espelho de 40 metros de diâmetro. A tríade, certamente, contribuirá bastante com os trabalhos realizados pelos pesquisadores. O TMT terá sede no Havaí, enquanto o E-ELT ficará no Chile, mais especificamente no Cerro Armazones – montanha localizada a sudoeste da região de Antofagasta.

Todavia, há menos de 40 anos, as dimensões eram muito mais “modestas”. Na década de 1980, houve um boom de telescópios de quatro metros, como o Ukirt e o CFHT (ambos no Havaí). Nos anos 1990, o diâmetro dobrou com os supracitados Gemini, os Kecks (localizados no Havaí) e os VLTs, no Chile, grupo de quatro telescópios inaugurados há 16 anos, cada um com espelho primário de 8,2 metros de diâmetro. Eles consistem no maior conjunto de telescópios ópticos do mundo atualmente e podem funcionar de maneira independente ou combinada. Antu, Kuyen, Melipal e Yepun ficam no Cerro Paranal, no Deserto do Atacama.

Coração parado traz novo alento aos transplantes
Médicos do Hospital Saint Vincent’s, de Sydney, anunciaram ontem que conseguiram transplantar corações que haviam deixado de bater, um avanço que pode revolucionar o mundo da doação de órgãos. Até agora, eram utilizados apenas corações que permaneciam com batimentos, procedentes de doadores com morte cerebral. Mas os cirurgiões conseguiram desenvolver uma técnica para “ressuscitar” órgãos que estavam parados por até 20 minutos. “Sabíamos que durante um certo tempo o coração pode ser reanimado, assim como outros órgãos, e agora tivemos a capacidade de reanimá-lo com uma máquina, para depois realizar o transplante”, explicou o cirurgião Kumud Dhital, professor associado da Universidade de New South Wales, de Sydney. A nova técnica consiste em transferir o coração do doador a uma máquina portátil, na qual o órgão é mantido em uma solução de conservação ressuscitado e permanece aquecido até o transplante.

O diretor médico da unidade de transplantes de coração do Saint Vicent’s, Peter MacDonald, explicou que “o uso de corações doados após a morte circulatória do paciente aumentará consideravelmente a disponibilidade desses órgãos para a realização de transplantes”. Até o momento, três pessoas receberam esse tipo de transplante. Duas se recuperam com normalidade e uma permanece na unidade de terapia intensiva. Michelle Gribilas e Jan Damen, os dois primeiros pacientes submetidos à nova técnica, estão satisfeitos com o resultado. “Agora, sou uma pessoa completamente diferente. Sinto que tenho 40 anos. Tenho muita sorte”, disse Michelle, de 57. Dhital se mostrou otimista a respeito da técnica. “Atrever-me-ia a dizer que, nos próximos cinco anos, veremos mais e mais transplantes com o novo método”, afirmou o cirurgião.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Novo telescópio para revelar galáxias


(UOL) Depois de serem submetidos a temperaturas extremamente geladas, como no espaço, por mais de 100 dias, os instrumentos do telescópio espacial James Webb saíram ilesos da câmara de vácuo térmico no Goddard Space Flight Center, em Greenbelt (Maryland), nos Estados Unidos. As imagens que serão obtidas pelo Webb irão revelar as primeiras galáxias que foram formadas há 13,5 bilhões de anos. O telescópio da Nasa (agência espacial americana) também conseguirá traspassar a nuvens de poeira interestelar para capturar estrelas e planetas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Lumia 1020 está sendo transformado em um telescópio de verdade



(Tecmundo) A câmera do Lumia 1020 é sem dúvida o seu maior chamariz. Ela tem aquela tecnologia PureView da Nokia e ainda conta com um sensor de 41 MP. Até agora, entretanto, ninguém tinha utilizado todo o poder de verdade desse aparelho. Para mudar isso, um grupo de entusiastas criou a OSA (Open Space Angency) e, a partir dela, está sendo desenvolvido um projeto que transforma o smartphone em um telescópio de verdade.

A ideia, com esquemas de montagem e métodos de fabricação das peças, estará disponível para download em breve e, por enquanto, apenas alguns testadores foram convidados a imprimir com uma impressora 3D o suporte que transforma o aparelho da Microsoft em um telescópio. Com a câmera do aparelho sincronizada a algumas lentes milimetricamente dispostas, você pode ver estrelas e planetas na tela do seu smartphone do dia a dia.

Além das partes impressas em uma impressora 3D, é preciso adquirir algumas peças cortadas a laser, o que deve ser o passo mais complexo na montagem do telescópio. Ainda não há informações sobre como isso será distribuído para quem quiser participar, mas acreditamos que a OSA deve facilitar um pouco as coisas para que não se torne tão caro.

O projeto está sendo chamado de ULTRASCOPE e, completamente montado, o aparelho em que o Lumia 1020 é incorporado tem 1 m de altura e 62 cm de largura em sua base. Isso quer dizer que o equipamento é bem compacto e pode ser levado para vários lugares com certa facilidade.